sexta-feira, 31 de julho de 2009

UFBA!

Podem me dizer o que quiser, porém uma coisa eu lhe digo: caindo aos pedaços ou não, federal é federal. Principalmente se o seu curso for privilegiado com um campus muito organizado e com vários recursos (falo da FACOM). Dia 30 de Julho eu deixei de ser uma sem ninguém para ser estudante. A vida volta a ter sentido e os dias ficam mais azulados... obviamente, pois você acorda mais cedo.
No primeiro semestre acabei tendo três disciplinas obrigatórias (teoria da comunicação, oficina de comunicação escrita, teorias do jornalismo) e uma optativa. Escolhi para esta o curso de comunicação e contemporaneidade, mesmo nem sabendo do que se tratava. Tudo bem, adoro aventuras! Principalmente quando tem o nome contemporaneidade no meio, adoro essa palavra. Eu me sinto tão pós-modernista! Estou à frente das idéias de Mario de Andrade e Pagu...
Deixando de sonhar, sabendo que na realidade fria e triste eu já estarei no final do ano implorando aos céus para me formar logo, espero realmente que jornalismo seja o que eu desejo.REALMENTE. Minha vontade de ser jornalista foi alimentada cada vez mais pelas minhas leituras de Franklin Martins, Zuenir Ventura, Millor Fernandes, entre outros jornalistas que viveram a época do "jornalismo como cachaça". Segundo André Setaro, um grande professor da FACOM (espero que a matéria optativa dele prevaleça no segundo semestre), as redações tiveram profundas mudanças em comparação aos seus anos áureos. Transcrevo o seu depoimento:
"Se antes, tínhamos o barulho das máquinas de escrever, o do papel sendo retirado com estrépito, rasgado, jogado na cesta de lixo, os pedidos, em alto e bom som, para o arquivo de fotografias, entre outros elementos constitutivos do 'vozerio redacional', hoje reina um silêncio hospitalar, com os computadores enfileirados e os jornalistas calados, frente a eles, digitando matérias".
Será que as redações movidas pelo amor ao jornalismo foram realmente substituídas pelo pragmatismo editorial? Será que o papel jornal cada vez mais em extinção, se cansará da concorrência e se tornará definitivamente em luz de monitor? Sinceramente, são as coisas que mais temo. Não sou uma pessoa tradicionalista, mas as vezes me pego sendo saudosista de uma época que eu nunca vivi. Uma época em que furos de reportagens eram feitos de revoluções e não de escândalos políticos. Onde a imprensa era a principal arma de combate a ditaduras, e não formentadoras de fins de democracias. Assim como Marthin Luther King e seu discurso "I have a dream...", eu tenho o sonho de que o jornalismo seja de total interesse público e que parcialidades e politicagens não influencie mais nas notícias. Espero.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Sem assunto

Vruuuuuuuuuum... vruuuuuuuuuuuuuum...

Puuuuuuuuuuuuuf...puuuuuf... vruuuuuuuuuuuum...

Biiiiiiibiiiiiiiiiiiiiii... fooooooooooooo...foooooooooooo...

- hauheuahuheuahuehaueu... mas sabe... aquilo... é que meu marido... não, Margarida, eu gosto de uvas passas... correr me fez emagrecer dois quilos... é que eu tenho horário marcado com o dentista... uma guerra nuclear...ah, amiga...

- snif, snif...

Escadas subidas

Abre a porta... slum!

Choro.... mais choro... Aháááááááá... snif...snif..

- O que foi aquilo, Madalena? Não tem como ser mais discreta?

- Eu abandonei TUDO por você! Meus pais, meu trabalho... TUDO para morar nesta MERDA de casa, e conviver com a MERDA de seus amigos.

- Oxe? Não chame eles assim... Madalena...

- Você me prometeu felicidade, Fabiano. Você disse naquela época que a gente ia se cultivar, se amar sempre...

- Éramos jovens

- Éramos jovens??? Eu aqui sofrendo e você me responde uma MERDA dessas??? ADVINHA... não tenho amigos, te espero o dia todo em casa fazendo nada! NADA! Você chega e só quer dormir. Você não liga mais pra mim, Fabiano.

- Pára, Madalena, CALA essa boca.

- NÃO VOU CALAR! NÃO VOU CALAR!! É isso que eu escondo faz três anos. E agora, no nosso aniversário de casamento, você chama SEUS AMIGOS? Seus PUTAS amigos? Eles faz ... FAZEM aquelas piadas idiotas, insensíveis! Eu quero voltar pra casa...

- Ce quer que eu faça o quê? Eles chegaram lá, do nada, não tinha como despa...

- NÃO ME VENHA COM DESCULPA. Não sou robô pra comer pilha, Fabiano. Eu quero voltar pra casa!

- Madalena... PARA COM ISSO, os vizinhos estão ouvindo.

- EU QUERO QUE OS VIZINHOS SE LASQUEM!

- CALA A BOCA, MULHER! VOCÊ SÓ SERVE PRA ME TORRAR A PACIÊNCIA. VÁ VOLTAR PRA CASINHA DOS SEUS PAIS NAQUELE BURACO EM SERGIPE! DEPOIS CE VAI VIM AQUI COM RABO ENTRE AS PERNAS QUERENDO TUDO DE VOLTA. EU TE DEI TUUUUUUDO. ESSA CASA, SUA CAMA, ATÉ ESSE VESTIDO QUE TU TÁ USANDO!

- caim... caim...

- AGORA VOCÊ VEM CHORAR, NÉ? VOCÊ É UMA VAGABUNDA QUE SE VENDEU A PREÇO BAIXO. FEZ DE TUDO PRA VIM PRA CÁ PRA SALVADOR COMIGO E AGORA FICA RECLAMANDO. SE FOR VOLTAR, VOLTE! AGORA ME DEIXA EM PAZ!

... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

... ... ... ... ...

... ...

snif... snif...

- Agora deixa de molhar a merda do sofá que vai começar o futebol.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Linda Música

Dis quand reviendras-tu de Jean Louis Aubert


Do filme "Há tanto tempo que te amo". A letra também é linda... Pena que não a encontrei traduzida.

sábado, 4 de julho de 2009

Mais um poema político

Amigo do meu amigo é meu amigo
Amigo do meu inimigo é meu inimigo
Inimigo do meu inimigo é meu amigo
Inimigo do meu amigo é meu inimigo
E esta retórica é por nós levada
Desde nossa infância, de inteligência lesada
Para aprendermos pequenas fórmulas
Até os nossos tempos de adulto
Nas quais as fórmulas são um pouco mais "complexas" e melindrosas
O que outrora fazia parte da arte de multiplicar
Segue hoje a mesma dita
Porém antes multiplicavam-se bolinhas de papel e chicletes alheios
E agora são escândalos públicos com muito dinheiro

Quem não tem um poema satírico-político? Eu quis apenas me aderir ao grupo.


OBS Pos-Postagem: Para aqueles que, como eu, adoram saber o que as pessoas estão lendo e discutirem sobre o autor e o livro, eu coloquei na coluna do perfil do blog um novo tópico dos livros que estou lendo. Estou aberta a discussões o/

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Mil desalojados dividem 4 chuveiros em abrigo sem latrinas no Maranhão

Instalados há quase dois meses no Parque de Exposições do município de Bacabal, no Maranhão, mais de mil desabrigados pelas chuvas no Estado ainda são obrigados a dividir apenas quatro chuveiros improvisados e usar buracos cavados no chão como latrina.

Por todo o parque, é possível encontrar lixo e fezes na grama. Alguns desabrigados cavaram buracos no chão de cocheiras desativadas, que foram transformadas em latrinas improvisadas.

Segundo a coordenadora da Defesa Civil de Bacabal, Roseane Maria do Nascimento Silva, o município não tem como pagar o aluguel de banheiros químicos, que poderiam ajudar a solucionar o problema.

Apesar da limpeza diária feita por funcionários da Defesa Civil, o mau cheiro se espalha pelas instalações do parque.

Para tomar banho, os desabrigados contam com apenas quatro "chuveiros", na verdade, barracas de lona improvisadas com um cano por onde sai água.

No mesmo local, há uma torneira para lavar roupa e louça, cuja água cai no chão e se mistura à lama, lixo e fezes.

Mesmo assim, nem todos conseguem usar a água da torneira. "Tem fila todos os dias. Para lavar roupa, é preciso esperar horas", diz a dona de casa Ana Lúcia Ferreira da Silva, de 24 anos, que há um mês vive no parque com o marido e três filhos.

Desabrigados estão há quase dois meses em Parque de Exposições

As primeiras enchentes deste ano em Bacabal ocorreram no início de março. Desde então, famílias obrigadas a sair de suas casas pelas chuvas começaram a ocupar, por conta própria, espaços privados como o parque.

Hospital

A falta de condições de higiene não é exclusiva do parque de exposições. Em um hospital abandonado perto dali, famílias numerosas se aglomeram em cubículos, dividindo espaço com os poucos móveis e utensílios que conseguiram salvar das águas.

No pátio interno, os desabrigados lavam roupa em uma pia quebrada. Lama e dejetos se espalham também pelos corredores e salas, usados agora como casas.

Corredores e salas de hospital foram transformados em casas

Segundo a Defesa Civil, as mais de 4,7 mil pessoas que ocupam os 54 abrigos da cidade e os outros 5,6 mil desalojados hospedados com parentes ou amigos deverão esperar a chuva passar e o nível do rio Mearim baixar para que possam voltar com segurança para suas casas.

Muitos deles, porém, tiveram suas residências totalmente destruídas pelas águas, e terão que permanecer por algum tempo nos abrigos antes de encontrar um novo lugar para morar.

Retirado do site da BBC Brasil


Eu sei que vou escrever algo que todo mundo sabe, mas cadê a Veja e as outras revistas de grande influência no Brasil pra fazer capa disso (como fez nos casos de desmoronamento e enchentes no sul)? Cadê o estado do Maranhão para dar auxílio financeiro ao munincípio?Eles estão há dois meses! Pior de tudo é o sentimento de impotência...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

"O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que Israel tem que interromper a construção de assentamentos judaicos em territórios palestinos e reafirmou o compromisso americano com a criação de um Estado palestino."

Da BBC Brasil


Rapaz... Obama vai morrer.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Resumo da semana

- Amiga, to passada!
- É mesmo, como isso foi acontecer?
- Não está certo... não está...
- Logo ele?
- Não é?
- Nossa...
- É...
...
- O que é mesmo?
- Rapaz... sei não
- É, também não sei.


- O problema do nosso país é que as pessoas não dão mais atenção aos outros.
- hã?


- Que absurdo os nossos deputados! A gente devia jogar uma bomba no Parlamento!
- É! Viver em anarquia!
- Anarquia? Deus é mais! São um bando de loucos...


- Mãe? Eu posso ser gay?
- Meu filho, você pode ser o que quiser! Você é um ser livre!
- Posso ser assassino?
- Não.