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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Momento Darcy Ribeiro

"Algo tem que ver a violência desencadeada nas ruas com o abandono dessa população entregue ao bombardeio de um rádio e de uma televisão social e moralmente irresponsáveis, para as quais é bom o que mais vende, refrigerantes e sabonetes, sem se preocupar com o desarranjo mental e moral que provocam"

Retirado de O povo brasileiro


sexta-feira, 31 de julho de 2009

UFBA!

Podem me dizer o que quiser, porém uma coisa eu lhe digo: caindo aos pedaços ou não, federal é federal. Principalmente se o seu curso for privilegiado com um campus muito organizado e com vários recursos (falo da FACOM). Dia 30 de Julho eu deixei de ser uma sem ninguém para ser estudante. A vida volta a ter sentido e os dias ficam mais azulados... obviamente, pois você acorda mais cedo.
No primeiro semestre acabei tendo três disciplinas obrigatórias (teoria da comunicação, oficina de comunicação escrita, teorias do jornalismo) e uma optativa. Escolhi para esta o curso de comunicação e contemporaneidade, mesmo nem sabendo do que se tratava. Tudo bem, adoro aventuras! Principalmente quando tem o nome contemporaneidade no meio, adoro essa palavra. Eu me sinto tão pós-modernista! Estou à frente das idéias de Mario de Andrade e Pagu...
Deixando de sonhar, sabendo que na realidade fria e triste eu já estarei no final do ano implorando aos céus para me formar logo, espero realmente que jornalismo seja o que eu desejo.REALMENTE. Minha vontade de ser jornalista foi alimentada cada vez mais pelas minhas leituras de Franklin Martins, Zuenir Ventura, Millor Fernandes, entre outros jornalistas que viveram a época do "jornalismo como cachaça". Segundo André Setaro, um grande professor da FACOM (espero que a matéria optativa dele prevaleça no segundo semestre), as redações tiveram profundas mudanças em comparação aos seus anos áureos. Transcrevo o seu depoimento:
"Se antes, tínhamos o barulho das máquinas de escrever, o do papel sendo retirado com estrépito, rasgado, jogado na cesta de lixo, os pedidos, em alto e bom som, para o arquivo de fotografias, entre outros elementos constitutivos do 'vozerio redacional', hoje reina um silêncio hospitalar, com os computadores enfileirados e os jornalistas calados, frente a eles, digitando matérias".
Será que as redações movidas pelo amor ao jornalismo foram realmente substituídas pelo pragmatismo editorial? Será que o papel jornal cada vez mais em extinção, se cansará da concorrência e se tornará definitivamente em luz de monitor? Sinceramente, são as coisas que mais temo. Não sou uma pessoa tradicionalista, mas as vezes me pego sendo saudosista de uma época que eu nunca vivi. Uma época em que furos de reportagens eram feitos de revoluções e não de escândalos políticos. Onde a imprensa era a principal arma de combate a ditaduras, e não formentadoras de fins de democracias. Assim como Marthin Luther King e seu discurso "I have a dream...", eu tenho o sonho de que o jornalismo seja de total interesse público e que parcialidades e politicagens não influencie mais nas notícias. Espero.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

"O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que Israel tem que interromper a construção de assentamentos judaicos em territórios palestinos e reafirmou o compromisso americano com a criação de um Estado palestino."

Da BBC Brasil


Rapaz... Obama vai morrer.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Resumo da semana

- Amiga, to passada!
- É mesmo, como isso foi acontecer?
- Não está certo... não está...
- Logo ele?
- Não é?
- Nossa...
- É...
...
- O que é mesmo?
- Rapaz... sei não
- É, também não sei.


- O problema do nosso país é que as pessoas não dão mais atenção aos outros.
- hã?


- Que absurdo os nossos deputados! A gente devia jogar uma bomba no Parlamento!
- É! Viver em anarquia!
- Anarquia? Deus é mais! São um bando de loucos...


- Mãe? Eu posso ser gay?
- Meu filho, você pode ser o que quiser! Você é um ser livre!
- Posso ser assassino?
- Não.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Feliz Natal

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Em Recife

Cheguei em uma tarde de noite, pois o sol já não estava mais lá. Acho que era umas 17:30. Passei minha estadia em uma casa de música. Dormia com um estilo clássico a la Bethoveen e acordava ao som do jazz de Miles Davis. Com o som já preso na minha orelhas, as pernas já começavam a se perambularem no lugar.Dormia em uma biblioteca, onde não faltava um clássico sequer da literatura brasileira: de Machado de Assis a Vinícius de Moraes.
As horas da prova eram diferentes das daqui. Existiam mais palhaços, querendo que a gente entrasse nos circos deles. Não queriam nem saber que talento a gente tinha. Mas deixa pra lá, se eles são tão bons, pra quê tanta propagando assim,né?
A minha prova do primeiro dia foi feita ao som da melodia insistente do elevador - piiiiiu, puuuu-; no segundo dia, o som variou, tornou-se um miado de gato.Um gato muito estranho por acaso, acho que tava com fome, tadinho.Os barulhos intercalavam em intervalos de 5 minutos.Ninguem aguentava mais aquele lugar.
Porém, chegou certo momento que eu tive que encarar uma certa casa.Eu não queria. O tal lugar estava velho, carcomido pelo tempo, roído pelos anos. Haviam os moradores, e em suas têmporas escancarava o cansaço de um relógio rodado tantas vezes. Esperavam algo, porém eu não queria esperar com eles. O problema é que, sem saber nem perceber, nós sempre acabamos esperando juntos. É
um problema terminal. Diante de tudo isso me disseram que, a medida que as pessoas envelhecem, elas se desligam gradativamente do mundo. É um mecanismo natural da natureza, para que as elas fiquem menos apegadas as coisas. E as pessoas esperam, pois não tem mais ao que se apegar. Agora, é só fazer isso.E cada vez mais a espera fica mais angustiante - refletia eu sobre isso enquanto via o piscar da placa luminosa de uma padaria.

Eu só tenho uma foto da viagem

Sou eu com Ascenso Ferreira, um grande escritor de lá. Dono do poema Filosofia:











" Hora de comer — comer!

Hora de dormir — dormir!

Hora de vadiar — vadiar!

Hora de trabalhar?

— Pernas pro ar que ninguém é de ferro!
"

Aí eu estava de frente ao Cão sem plumas, o famoso rio Capibaribe descrito tão minunciosamente pelo João Cabral de Melo Neto.

sábado, 29 de novembro de 2008

"É o que dizemos quando não queremos dar parte de fraco, dissemos, Bem, e estávamos a morrer, a isto chama o vulga fazer das tripas coração, fenômeno de conversão visceral que só na espécie humana tem isso de reservado."
José Saramago, em Ensaio sobre a cegueira

Neste ano, deixei os livros de literatura pelos cadernos de estudo, pelas revistas de informação e pelo jornal Nacional. Continuei a ler, porém bebi de outras fontes. Isso foi bom, mas deixa um vazio. Um vazio literário aqui dentro, a falta de encontrar palavras para os verdadeiros significados que o eu quer transmitir. Qual é o sentido saber a palavra albedo e estequiométrico se, para mim, elas significam nada? Elas significam 1 ano de repressão da minha alma literária. Eu quero viajar muito, ler muito, dançar muito e conversar muito. Porque, seu eu viver nesse mundo "plurinformacional" toda a minha vida, eu piro! Me mate, porém não faça isso aos poucos...

Obs: O que a falta de criatividade não faz

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Agonia, agonia, agonia...
mania, mania, mania...
"roí, roí, roí"
Dizem que a espera é breve, mas não parece. Talvez seja apenas a minha imaginação.
É, talvez... eu espero demais do futuro. Mas ele contesta, diz que é independente. Tadinho... sou até condescente com ele, mas nem sabe que sou eu que o faço.
Só que não mais. Agora o meu futuro só Deus sabe.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008


Eu tive um sonho estranho esses dias

Sonhei que entrei em um prédio aparentemente normal. O elevador abriu e apertei determinado botão. Ele me levou até um festival ultra-secreto de literatura. Perambulei por entre as pessoas e percebi que as mesmas não tinham olhos para os outros, apenas para si. Parece que os olhos foram engolidos por eles mesmos. Os olhos tinham se fecundado na mente delas e de lá tratavam de não sair.Fui assistir a um filme depois. Entre em uma sala típica de cinema, tirando o fato de que parecia ser o dobro do Teatro Castro Alves. Detalhe: isso tudo em um típico apartamento da Boca do Rio. O filme não tinha pé nem cabeça. Eu perguntei por quê e me responderam: use o coração. "Já estou usando, oras, senão não vivo", respondi. Eles anotaram minha frase e colocaram junto aquele poema famoso de Camões. Entendi nada e saí. Avistei uma janela que diziam estar a resposta para tudo. Mas ninguém conseguia alcançar. Um homem até tentou usar sua eltroescadation super equipada, porém não conseguia chegar a míseros metros. Eu pulei muito, mas não consegui também. A luz que saia de lá não era branca, era violeta. Mas depois eu desisti: Pra quê a resposta, se nem sei que pergunta devo fazer? Tudo é tãããooo ambíguo...

Enfim, descobri que havia uma menina que tinha feito um blog e todos gostavam dela. Ai eu resolvi fazer um blog também. Não é que gostei?

Acordei. "Taí, vou fazer um blog", pensei.

Não tente entender o que escrevo. Não consigo escrever tudo que sinto ou penso na hora, mas vou tentar. Espero que comentem quando acharem interessante, ou o contrário.